domingo, 18 de outubro de 2009

15 Anos de Renata Mascarenhas (Renatinha) Uma ode à Amizade




Rapazzz, ontem foi "A" noite!!!
Mas, vou começar contando como cheguei até ela. Sabe, eu sempre tive um probleminha de me socializar com pessoas da minha idade, mas sempre me dava muito bem com pessoas mais velhas. Passei por inúmeras experiências até hoje nos meus 21 anos de vida, entre elas, vendedor da Herbalife, seminarista, técnico de computadores e o principal, vagabundagem. De lá até cá eu fiz algumas amizades, mas nada certo, concreto, amizades no qual eu poderia me basear e me apoiar se precisasse, sempre foi amizades curtas e só de diversão, amigos que só lembram que agente existe quando querem algo, mas vá pedir alguma coisa pra você ver... Meu problema em fazer amizades era por que eu não tinha uma certa noção do ambiente onde eu estava e das situações que ocorriam, meu apelido era Joselito sem noção, por ai vocês tiram de como eu era. Com o passar dos anos fui conhecendo pessoas que começaram a gostar verdadeiramente de mim e que ao passar do tempo iam me dando dicas e fazendo eu me tocar dos ocorridos, meu vizinho, e um dos meus melhores amigos, Fernando foi o primeiro. Aconteciam coisas desagradáveis de vez em quando e ele me dava às dicas, "rapaz, pense antes de falar, veja o que vai falar..." coisas do tipo. Bom eu fui melhorando mas sentia que faltava muito para poder fazer grandes e verdadeiras amizades. Mas esse dia chegou, 3 de Novembro de 2008, aniversario de meu primo bastardo Thiago Rangel. Ele é filho de minha queridíssima tia Lívia que namorou meu tio Paulo Dourado, por isso o parentesco bastardo com Thiago. Quando lá cheguei vi uma multidão praticamente, era muita gente mesmo, mas algo me chamou a atenção, algo não, uma certa energia positiva e uma grande relação de amizade, quando adentrei ao salão vi uma mesa enorme com muitos meninos e um certo "gordinho" líder no meio, achei que para mim seria mais uma festa como outra qualquer que eu frequentava, chegar, beber um pouco, comer, conversar e ir embora e ninguém lembrar da minha existência no outro dia. Mas eu estava completamente enganado. Thiago foi logo me apresentando a Barrinha, o "gordinho" líder que falei mais em cima, ele me chamou, sentei ao seu lado, e comecei a interagir com todos, logo após vieram as apresentações, Marcelo, Cesinha, Rafael, Lukinhas, Pajé... Não lembro de todos que estavam lá no dia. Com o passar da festa via que o Barrinha parecia mais anfitrião e dono da festa do que o próprio Thiago, percebia um certo olhar de amizade sincera e gratidão vindo daqueles meninos que o rodeavam, e assim fui socializando. No final da festa além das boas conversas e gargalhadas que demos, veio um convite inusitado que nunca tinha recebido, para sairmos de novo no outro dia, achei até estranho pois nunca, repito, nunca ninguém me convidou assim em um dia para nada, o Barrinha chamou para irmos ao prédio de Thiago no outro dia par a famosa "ressaca" e de lá irmos ara outro lugar. Quando cheguei lá tia Lívia deu uma de esperta e já tinha devolvido toda a cerveja, então fomos parar no Villa de Guadalupe, um barzinho mexicano aqui na Barra, e lá ficamos umas horas e no final quando nos despedimos veio a frase, "Pô velho, você é gente boa, saia mais com agente", rapaz, juro, eu quase senti vontade de chorar, né sacanagem não, foi uma noite esplêndida para mim. Assim se sucedeu durante algumas semanas e as amizades foram crescendo. Com o passar de alguns meses fui colocado na roda de amigos deles onde conheci o resto do pessoal. Isso para mim foi fantástico, eu via ali uma enorme possibilidade de achar finalmente meus verdadeiros amigos que eu tanto procurava para cultivar, posso afirmar de peito aberto e de coração cheio, esse é a melhor sensação do mundo inteiro, ter amigos, amigos de verdade, leais, companheiros e que realmente se importam com você, acredite isso faz muito bem ao corpo e alma. Depois de algumas boas saídas e muitas conversas fiz minhas principais amizades, entre elas com Igor Sobreira, Barrinha. Me identifiquei muito com ele pois na nossas conversas falávamos de tudo inclusive de nossas famílias e me vi ali numa copia idêntica na maneira de nossos pais agirem e nos criarem, e percebi como é tão bona e generosa aquela "enorme" alma. Bom vamos agora voltar ao assunto do titulo, com o passar do tempo conheci Fred e Renatinha, e ela me convidou para seus 15 anos, debutantes, no Yatch Club na ladeira da Barra, imagine, o convite era do tamanho de uma folha A4 e dentro um envelopezinho contendo o ingresso, um cartão magnético para ter acesso ao Yatch. Foram 2 semanas de extrema ansiedade e espera pelo dia chegado, e ele finalmente chegou! Fui muito bem arrumado e numa beca impecável, sabia que não ia durar muito, logo, logo estaria só de camisa dançando igual ao um maluco, e não deu outra. Quando cheguei vi todos logo de cara, Adriano, Barrinha, Pajé, Fipinho; E todos foram chegando com o passar do tempo. Ai teve as atividades de tradição dos 15 anos, a valsa, as flores e as homenagens. Lá pela 1 e tanta da madrugada, com as bebidas etílicas começando a fazerem efeito, começamos a reagir ao seus efeitos. Hehe. Mas também percebi algo que já nesse quase um ano de amizades com todos nunca tinha sentido antes, eu me senti amado. Eu ia pegar uma bebida alguém me chamava para conversar, tirar fotos, ia comer algo e mais uma vez, alguém me chamava, ia dança alguém me chamava, pera ai, alguém não, César Silveira me chamava, haha, pode ter soado meio gay, mas eu fui o mais explorado por ele na pista de dança. Rapaz eu me senti como o anfitrião da festa, parecia que a festa era minha pois todos me davam atenção, e ai que por um momento parei e refleti, "eu tenho bons amigos". Bebidas inúmeras, Black Label, Smirnoff Ice, Roskas de todos os tipos e sabores e cerveja Bohemia, comidas nem se fala, ai sim parte para o meu lado gastronômico, e com todo meu conhecimento de gastronomia afirmo com toda convicção, as comidas estavam maravilhosas. Medalhão de filé ao molho madeira, sushis, temakis, salgadinhos fritos na hora; enfim tudo perfeito. Bom, no mais a festa foi maravilhosa, muita dança, Barrinha se exaltou até demais na pista, bêbados foram surgindo, e infelizmente a festa acabou, o velho e mesmo ditado, "o que é bom dura pouco", e nesse caso para mim foi pouquíssimo, mas aproveitei e apreciei cada minuto. Se eu coloca-se aqui cada minuto da festa que gravei com minha memória passaria a noite toda. Mas nessas poucas linhas, que de poucas não tem nada, dá para sentir como foi tudo.

Um comentário:

  1. Poxa, só nessas horas é que eu não estou no brasil, altas festas... Aqui na europa estou sem amigos, sei como você se sentia antes cara...

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